Laika: o estúdio de Coraline faz cinema à mão há 20 anos e chega ao sexto filme
De Coraline a O Bosque Selvagem, a Laika fez só seis filmes, todos em stop-motion, quadro a quadro. Conheça o estúdio que trata boneco como gente.

Tem estúdio que faz filme, e tem estúdio que faz filme à mão. A Laika é do segundo tipo. Cada piscada, cada fio de cabelo e cada gota de chuva dos filmes dela foram mexidos por alguém, quadro a quadro, em cenários de verdade. É por isso que eu sigo esse estúdio desde Coraline.
De onde veio a Laika
A Laika fica em Oregon, nos Estados Unidos, e nasceu em 2005 a partir do antigo estúdio de Will Vinton. Quem comanda a casa é Travis Knight, que começou como animador, trabalhou com as próprias mãos nos bonecos de Coraline e hoje é o presidente do estúdio e diretor de filmes.
Só seis filmes, e todos marcaram
A Laika faz poucos filmes, porque cada um leva anos. A lista completa até aqui:
Coraline e o Mundo Secreto (2009), a menina que encontra uma portinha para um mundo perfeito demais. ParaNorman (2012), o menino que conversa com fantasmas. Os Boxtrolls (2014), as criaturas que vivem em caixas debaixo da cidade. Kubo e as Cordas Mágicas (2016), o menino que dá vida ao papel com a música do seu instrumento. Link Perdido (2019), a aventura do Sr. Link, o pé-grande mais educado do cinema. E agora O Bosque Selvagem (Wildwood), que estreia no Brasil nesta quinta, 29 de outubro.
Os cinco primeiros foram indicados ao Oscar de Melhor Animação. Link Perdido levou o Globo de Ouro da categoria, e Kubo ainda concorreu ao Oscar de efeitos visuais, coisa rara para uma animação.
Coraline era "impossível"
Travis Knight lembra que Coraline foi tratado como aposta perdida. Na época, executivos diziam que menino não ia ver filme com protagonista menina e que pai nenhum ia levar o filho para ver algo assustador. Deu no que deu: Coraline virou clássico e até hoje volta aos cinemas com sessão lotada.
Gente de verdade, emoção de verdade
O lema da Laika é esse: personagens reais, emoções reais. E não é só frase bonita. O estúdio foi pioneiro em imprimir em 3D os rostos dos bonecos, com milhares de expressões trocadas à mão a cada quadro, e chegou a ganhar um prêmio técnico da Academia por isso.
Por isso cada filme novo da Laika é evento para mim. E o sexto chega com um mistério que mexe direto com Coraline. Eu conto tudo na matéria sobre O Bosque Selvagem, aqui no site.
Se cuidem, queridos amigos.
Fontes
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